A sede é de fogo
certos dias
Com as ruas cheias
Os pés descalços
E o coração...
[sombrio]
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Transformação
Um dia difícil?
Dia de minha morte
Aquele dia claro
Sem me preocupar com os versos
Uma pancada permeava meus pensamentos
A velocidade pode ser meu fim
e talvez
Essa mania de querer decifrar as coisas pelo ar
As marés que se chocam, espocam
Pá!
e depois sonolência
Sussurro tintilante
da
resiliência
Foi um dia difícil este
Que virei água calma
Corpo aos carrascos
Formas, vento
ondas do rio
Dia que morri
Pra, talvez,
o infinito
Dia de minha morte
Aquele dia claro
Sem me preocupar com os versos
Uma pancada permeava meus pensamentos
A velocidade pode ser meu fim
e talvez
Essa mania de querer decifrar as coisas pelo ar
As marés que se chocam, espocam
Pá!
e depois sonolência
Sussurro tintilante
da
resiliência
Foi um dia difícil este
Que virei água calma
Corpo aos carrascos
Formas, vento
ondas do rio
Dia que morri
Pra, talvez,
o infinito
Esquecer
Em um domingo, dona Caetana,
esqueceu
Sentou ao sol
Na calçada do sinal
Sentiu as unhas
dos pés
Uma ventania que ali soprava
Acelerou
E ela rodopiou
Como furacão
Encantada, procurou
Folhas livres pelo ar
Terra amanhecida entre os dedos
O que vinha era poeira
Resíduos de infelicidade
E um pedido de café
-Sem açúcar.
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
0
Do fim
flecha certeira
mentiras cabíveis
o fim me conhece
está nos meus seios
na minha cabeça suada
de quase pensamentos comuns
A janela segue aberta
o quarto continua escuro
Não estou mais lá
Nem pela metade
como as palavras...
que me anunciaram em linguás modernas
o sopro
Do fim
flecha certeira
mentiras cabíveis
o fim me conhece
está nos meus seios
na minha cabeça suada
de quase pensamentos comuns
A janela segue aberta
o quarto continua escuro
Não estou mais lá
Nem pela metade
como as palavras...
que me anunciaram em linguás modernas
o sopro
Do fim
domingo, 23 de outubro de 2016
A dificuldade de dar-se
É difícil pensar em sentimentos futuros
Aqueles que não temos
Mas sabemos de sua existência
Talvez
O cuidado
Não seja pra
mim
Não está no meu sol
Não está no meu marte
Meu vênus é o descontrole
Do sexo
O sentimento, de tão novo, não nasceu
Do meu ventre.
Já estou com os cintos apertados
Com toda a velocidade
Só
não me fale de amor
Que, de certo,
Entenderei
Obsessão.
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
Poema de despedida
Já sei que posso
Dormir
Sem ti
Javali
Bicho bruto de olhar doce
Minha mãe e meu pai
Carente curumim, ainda não sabe o que sou
As vantagens da idade
Talvez
Saber disfarçar-se
Pode ser o “mito do mistério da mulher”
Misturado com minha transpiração.
Esse lugar que sou, que causa duvidas até para os moradores
Do coração e da alma
Imagine pra ti
Bichinho poeta
De peito ainda apertado com certos contratempos
Que a
vida dá
Que pode ser até engraçado. As vezes são belos caldos
Seguiremos curumim
Com minha mão no teu coração
Pra te lembrar
Que a ilusão não vai nos abicorá.
sábado, 15 de outubro de 2016
XI
Percebo que enquanto me desespero..
Meu pescoço trava e a partir dele
Luto contra minha visão, minha boca, minha língua
Meu corpo
Enquanto o controle me é negado
Por meu espírito genioso, impulsivo
Minha cabeça se espalha..
Minha razão se separa pela epilepsia do meu coração
Me torno um animal revertido de instinto
Pronto pra despedaçar qualquer sorriso
Enquanto me despedaço
Falo.. o que não falo
Sinto.. o que não sinto
Me perco, tudo dentro de mim.. me vence
Me torno mudo, o que fala, não sou eu
O que grita é a paixão indomável
Um verso da loucura que não pude matar
Quando me liberto, esqueço tudo
Perco o sentido
Passo de onça pra cadela... com o rabo entre as pernas
Procuro um sentido, uma única brecha
Tento me justificar
Mas não dá...
Num segundo sou pantera
No outro estamos machucados por ela
Meu pescoço trava e a partir dele
Luto contra minha visão, minha boca, minha língua
Meu corpo
Enquanto o controle me é negado
Por meu espírito genioso, impulsivo
Minha cabeça se espalha..
Minha razão se separa pela epilepsia do meu coração
Me torno um animal revertido de instinto
Pronto pra despedaçar qualquer sorriso
Enquanto me despedaço
Falo.. o que não falo
Sinto.. o que não sinto
Me perco, tudo dentro de mim.. me vence
Me torno mudo, o que fala, não sou eu
O que grita é a paixão indomável
Um verso da loucura que não pude matar
Quando me liberto, esqueço tudo
Perco o sentido
Passo de onça pra cadela... com o rabo entre as pernas
Procuro um sentido, uma única brecha
Tento me justificar
Mas não dá...
Num segundo sou pantera
No outro estamos machucados por ela
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